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  • Maria Flávia de Carvalho

Corrupção: o que temos a ver com isso?


A sociedade, de modo geral, anda descontente e cansada com as

notícias de corrupção em nosso país. Quanto dinheiro em mãos

indevidas deveria ser investido em políticas públicas de educação ,

saúde e tantas outras.


Será que temos alguma coisa a ver com isso? Em nosso cotidiano

estamos atentos ao que ensinamos aos nossos filhos? Temos

consciência de que as nossas atitudes tem um poder muito maior

de convencimento do que nossas palavras?


Muitas vezes, nossas atitudes estão distantes daquilo que

queremos para a nossa sociedade. Se eu não admito que o meu

filho “cole” na prova, conte mentiras e outras coisas mais, mas dou

um “jeitinho” de furar a fila do cinema, adulterar o hidrômetro para

pagar menos na conta de água, estacionar em local indevido,

falsificar assinaturas, não devolver o troco que veio a mais e tantas

outras pequenas corrupções, cria-se um dilema paradoxal nas

crianças e jovens. O discurso não consegue sustentar a prática. É o

tal “jeitinho brasileiro” que encontra um elevado índice de

aprovação, de tolerância.


Geralmente pensamos que esses atos não fazem muita diferença

no cotidiano, porque “é normal, todo mundo faz”. O problema é que

essas pequenas corrupções podem causar grandes impactos. O

maior deles é a legitimação da corrupção em larga escala. A

sociedade se torna passível de corrupção quando existe uma

cultura que venda os olhos aos atos infracionais leves. Na verdade,

a prática recorrente desses comportamentos torna-se apoio para

toda uma gama de corrupção em larga escala.


No ano de 2017, replicamos, aqui em nossa escola, uma

experiência de alunos da Universidade de Brasília, onde um freezer

com picolés ficava à disposição de todos pelo sistema “peque e

pague”. A nossa experiência foi realizada com bombons. Em menor

escala do que na UNB, tivemos a constatação de que, para alguns,

não faz a menor diferença prejudicar alguém.


Por fim, o nosso trabalho enquanto formadores de gente, de

pessoas que irão fazer a diferença na construção de uma sociedade

mais justa e solidária, necessita apoio daqueles que nos confiaram

seus filhos.


A grande mudança que queremos ver no mundo, precisa começar

em nós.


Maria Flávia Carvalho




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