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Cuidados  e responsabilidades no uso seguro da internet

Orientador: Geraldo Henrique

 Coorientadora: Professora Margareth

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APRESENTAÇÃO__________________________

 

 A internet é um local aberto e fora de controle onde podem ser encontrados vários tipos de boas e más intenções. Nesse local, qualquer pessoa pode localizar o que quer, o que não quer, o que conhecia e o que pensava que conhecia, despertando muita curiosidade. Se adultos têm deslizes atraídos por um clique a mais, imaginem os grandes riscos que ocorrem com as crianças que são inexperientes e facilmente influenciáveis! E aí está a preocupação constante dos pais: Como fazer a supervisão e ter um controle eficaz de algo tão disperso? 
 

Pesquisas recentes apontam que, dentre um universo de 29,7 milhões de crianças e adolescentes brasileiros de 09 a 17 anos, mais de 23 milhões são usuários da Internet¹

 

 

 

 

 

 

 

 Mas, infelizmente, muitas vezes a Internet também é utilizada para exposição de conteúdos inapropriados, contato com pessoas mal-intencionadas, acesso a julgamentos indevidos, ofensas, preconceito e discriminação, além de publicidade exagerada.

Interaja com segurança, privacidade e ética no mundo digital!

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¹ Fonte: Pesquisa TIC Kids 2015 do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação – Cetic.br – Disponível em: http://cetic.br/pesquisa/kids-online/ Acesso em 10/10/16.

RISCOS NAS

REDES SOCIAIS 

Para os jovens e adolescentes, trocar ideias na Internet é “da hora”, “irado!”, mas...

 

...muitos não preveem as consequências dos seus atos e marcam bobeira em bate-papos virtuais, passando a quem não conhecem inúmeras informações a seu respeito, informações e hábitos para pessoas que não se sabe se são do bem ou do mal, que podem estar ali conectadas com boas ou más intenções, para pegarem o primeiro ‘vacilão’ de plantão e enganá-lo ou se aproveitar dele. Outro assunto importante: será que esses adolescentes já viram alguém colocando uma foto de biquíni ou até mesmo de outros tipos no vidro do ônibus, no elevador do prédio que mora, no mural da escola? Por que, então, eles postam ou enviam fotos assim nas redes sociais ou pelo Whatsapp e Facebook? Talvez achem que, nesses lugares, somente quem os conhece está vendo? Ao contrário, nas redes sociais, o número de pessoas que visualizam o que postamos é muito maior. Tanto nossos conhecidos quanto desconhecidos veem. Pense e refita antes de publicar qualquer coisa na internet.

Algumas dicas para usar a internet com segurança:

Escolha sempre senhas seguras para proteger o seu perfil. Não “marque bobeira”, utilizando senhas fáceis, como seu nome ou data de aniversário e não as passe para ninguém. Saiba que ela é pessoal, ou seja, só sua.

 

Tenha os programas (softwares e antivírus) dos seus dispositivos (computador, notebook, celular, tablet, etc), sempre atualizados.

 

Não utilize programas piratas porque a maior parte deles já vem infectada com algum tipo de vírus.

 

Quando mandar seu aparelho celular ou computador para consertar, salve em outro local, ou delete todas as fotos e arquivos pessoais. Afinal, se algo acontecer, o problema será com você.

Limite o acesso de pessoas que você não conhece àquilo que você posta, basta modificar as configurações de privacidade que têm nas redes sociais ou aplicativos.

 

Não espalhe na rede o que não for verdade ou fatos que exponham os outros ao ridículo. Antes de postar um comentário maldoso ou compartilhar algo que possa humilhar alguém, pense bem e veja como se sentiria se estivesse no lugar do outro.

Não crie perfis falsos. Talvez você não saiba, mas é possível, por meio de dados técnicos, chegar a quem verdadeiramente criou este perfil. Muito do que você imagina ser uma simples brincadeira pode ser crime com punição prevista em Lei.

EXPOSIÇÃO EXCESSIVA

NA INTERNET - PRIVACIDADE

Sabemos que todos adoram postar na Internet tudo o que acontece na vida deles, ficam felizes em fazer parte de grupos, como sempre, e em compartilhar conteúdos na Internet, como nunca.

Porém, é aí que mora o perigo.

 

Quando as redes sociais são usadas para informar onde acabaram de chegar (fazendo check-in), a foto da escola onde estudam, o local onde praticam esportes, aonde irão no final de semana com a família e, até mesmo a balada em que comemorarão o aniversário, viram presas fáceis para pessoas mal-intencionadas.

 

Sabe aquela história de “entregar o ouro para o bandido”?

 

Informações pessoais valem ouro atualmente.

 

E é isto que os adolescentes precisam saber (e precisamos orientá-los), pois, quando se expõem além da conta, facilitam a prática de golpes, sequestros, roubo de dados e, ainda, muitos outros crimes.

 

Um caso que ficou famoso e mostra bem como isto acontece, foi o sequestro do filho de Eugene Kaspersky (logo um especialista em segurança da informação) que publicava informações pessoais em uma rede social.²³ Esse não é o único caso, muitos outros acontecem o tempo todo. Então, o que pode ser feito para instruir os adolescentes a evitarem a exposição excessiva, que pode causar danos como: calúnia, pornografia da vingança, danos psicológicos e de convívio social e, até mesmo, outras consequências mais graves?

Alguns cuidados que podemos ter:

-Tenha cuidado ao divulgar imagens suas e de seus familiares e amigos, especialmente imagens que identifiquem onde você está.

 

-Não compartilhe informações pessoais nas redes sociais, como: endereço, nome de escola, dia em que a família viajará, etc.

 

-Não divulgue hábitos frequentes e compromissos, por exemplo: onde você faz aulas de futebol ou de dança, qual clube frequenta e em que balada está.

 

-Não use webcam para se comunicar com desconhecidos;

 

-Não marque encontros pela Internet com quem não conhece;

 

-Não faça vídeos ou deixe-se filmar ou fotografar em situações íntimas.

 

-Altere as opções de privacidade oferecidas pelas redes sociais ou aplicativos.

 

-Seja cuidadoso ao se associar a grupos, saiba antes quem são as pessoas que estão ali. denuncie, caso identifique abusos, tais como: imagens indevidas, perfis falsos...

Por falta de orientação adequada, muitas vezes, não somos cuidadosos e acabamos vacilando na Internet. Quer ver alguns exemplos?

 

Ninguém abre a porta de casa para quem não conhece e nem fica contando detalhes da sua vida pessoal para alguém que nunca viu.

 

Alguém já puxou assunto no ônibus com um desconhecido para contar que conseguiu um emprego?

 

Você já pediu para um estranho na rua ajudá-lo com o dever de casa?

Temos, na nossa rotina social, comportamentos éticos e morais, que aprendemos desde que nascemos, seja com a família, na escola ou no convívio com amigos. Por que na Internet os adolescentes estão agindo diferente e “liberando geral”?

 

Será que é por ter a sensação (falsa) de que tudo na Internet é inofensivo, anônimo e não causará dano? Realmente um grande engano!!! A Internet é um território de oportunidades, oferece a todos acesso a informações importantes, os aproxima de amigos e familiares, permite conhecer lugares que ainda não pisaram, porém, se eles não utilizarem a Internet com a mesma consciência e responsabilidade, com que agem na vida real, podem (se já não aconteceu) ser vítimas de ciladas e ter muitos prejuízos materiais, físicos e morais.

 
 
 
 

LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DANOS

À IMAGEM E REPUTAÇÃO 

Com a Internet, os indivíduos dessa nova geração têm diversos canais de comunicação que lhes dão vozes. Isso faz com que eles possam se expressar, dizer o que pensam, dar opiniões, compartilhar conteúdos produzidos por terceiros, etc.

Os adolescentes têm direito e liberdade de manifestar o que pensam, postar fotos, vídeos e conteúdos legais. 

Porém, comentários e postagens devem ser feitos com consciência e responsabilidade, já que uma vez postados, a propagação dos conteúdos pode se tornar incontrolável. E é isso que os adolescentes precisam entender.

Pois, se fizerem postagens e comentários sem responsa, poderão se “dar mal” e serem punidos por isso, caso elas sejam consideradas crimes (mesmo parecendo apenas brincadeiras), estarão sujeitos às medidas precisas no Código Penal, ou no Estatuto da Criança e Adolescente. Além disso, podem colocar pais e responsáveis numa enrascada, visto que estes respondem civilmente pelos atos causados pelos menores sob sua tutela.

Será que esses adolescentes que usam tanto a Internet sabem que, se postarem ou compartilharem conteúdos, fotos ou vídeos que ofendam ou denigram a imagem de outras pessoas, podem estar praticando um crime ― ato infracional ― (racismo, calúnia, injúria, difamação, dentre outros)?

Então, o melhor que temos a fazer é ficar atentos para que não entremos numa “roubada” e nem coloquemos nossos responsáveis nisto, não é?

Infelizmente, alguns adolescentes (assim como também adultos) praticam absurdos nas redes sociais, como se a Internet fosse uma terra sem Lei. Isso ocorre com mais frequência do que se pensa.

Vejam só este caso recente em que a Justiça de São Paulo condenou um aluno a indenizar um professor por comentários ofensivos postados em uma rede social.

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Nunca compartilhe: fotos ou vídeos de pessoas em situações constrangedoras como: nudes, brigas de colegas na escola, ou qualquer outro conteúdo que exponha alguém.

   Muitos adolescentes, talvez por falta de informação, pensam que, por serem menores de idade, ficarão sempre “de boa” e podem, por isso, fazer o que quiserem. Um grande engano.

Vejam o que aconteceu tanto com um adolescente que ofendeu uma famosa jornalista nas redes sociais e respondeu pelo ato infracional cometido⁴, como com alguns jovens que difamaram uma adolescente por intermédio de um grupo no WhatsApp⁵.

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O velho ditado: “Não faça com o outro o que não gostaria que fizessem com você!” tem que ser passado sempre de geração para geração.

A dica certa é: interaja na Internet com responsabilidade.

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Viram no que dá por “marcar bobeira”?

 

Creio você não quer ser o “vacilão” entre os amigos e na sua família. Muito menos ter um registro de crime marcado na vida, certo??? :(

Quer ver mais? Outro caso de abuso de liberdade de expressão aconteceu em Goiás. Três pessoas foram presas pela Polícia Civil por compartilharem fotos e vídeo do corpo de um famoso cantor morto em 2015 em um acidente automobilístico.

É importante, também, saber que a Lei é para todos e, se alguém “aprontar” alguma com você na rede, difamando ou te ofendendo, você também têm todo o direito de reivindicar a punição do infrator

 

CYBERBULLYING

Cyberbullying (que, por sinal, é o mesmo que bullying) é algo muito grave e caracteriza-se por intimidar, pela Internet, outra pessoa, com insultos e apelidos pejorativos, colocando-a em isolamento, excluindo-a ou diferenciando-a dos outros. Mas, talvez o que você não saiba é que o bullying é um crime previsto na Lei nº 13185/2015.

Veja aqui os tipos de bullying : ⁶

DIRETOS: Quando há insulto, xingamento, apelidos humilhantes;

 

MORAL: quando o agressor difama alguém, espalha boatos ou o acusa de crimes não praticados. 

 

SEXUAL: Quando ocorre assédio, indução ou abusos

 

SOCIAL: Quando o agressor ignora, isola ou exclui a vítima.

PSICOLÓGICO: Quando há ameaças, perseguição, intimidação, chantagens.

FÍSICO: Quando há atos de violência física.

VIRTUAL : Ocorre a partir da postagem de conteúdos digitais que visam causar danos à vítima.

⁶Fonte: nethicsedu.com.br/wp-content/uploads/2016/06/Cartilha-Bullying-_-tela-_-media-1.pdf

Geralmente, quem pratica o cyberbullying (agressor/bully) ataca a aparência física, a cor, a religião, ou a opção sexual da vítima ou de determinado grupo, disseminando, sem consciência, a intolerância, o racismo e a discriminação. É a verdadeira trollagem do mal.

Muita gente pensa que o bullying e o cyberbullying são apenas brincadeiras, mas não são.

Às vezes vemos crianças e adolescentes, assim como alguns adultos, postarem ou compartilharem fofocas e mentiras, para desmoralizar alguém por suas características e preferências, e depois justificar seus bullies dizendo que foi uma brincadeira apenas. Não reconhecem a maldade que fizeram, nem o mal que causaram a outras pessoas, para se defender e continuar a praticar outras mais. Devemos saber que essas ofensas não são brincadeirinhas e, sim crimes, que geram responsabilização!

O pior é pensar que se pode fazer tudo na Internet sem serem reconhecidos, ou seja, que, por estar atrás do computador, não serão descobertos. Isso é um grande engano!!!

EXISTEM, SIM, meios para identificar o agressor e isso é bem fácil

atualmente.

Uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo mostra que,

desde novembro de 2010, os pais de crianças vítimas de assédio,

pela Internet, têm registrado as agressões para comprovar

esses atos em ações judiciais.⁷

Há registros de várias condenações, por exemplo, a que aconteceu no Rio Grande do Sul, em que o Tribunal de Justiça condenou um pai a pagar R$ 5.000 de indenização, como forma de coibir abusos cometidos por meio das redes sociais, após seu filho de 11 anos, criticar a foto de um amigo publicada no Facebook.⁸

⁷Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Ass%C3%A9dio_virtual ⁸Fonte: diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2015/04/16/interna_brasil,571847/ pai-e-condenado-a-pagar-r-5-mil-de-indenizacao-por-ofensa-feita-pelo-filho-no-facebook.shtml

Consequências do cyberbullying 
 
As pessoas agredidas pelo cyberbullying apresentam sintomas bastante similares com os do bullying, como: distúrbio do sono, problemas de estômago, transtornos alimentares, irritabilidade, depressão, transtornos de ansiedade, dor de cabeça, falta de apetite, pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros. 
 
Em casos extremos, algumas vítimas de cyberbullying são atacadas de uma forma tão agressiva que são levadas a cometer suicídio. Muitos desses casos começam quando fotos ou vídeos íntimos das vítimas são introduzidos na internet.

 

 

Instrua os adolescentes que você conhece a não enviar nem repassar mensagens que agridam, ou que possam humilhar outras pessoas e a evitar fazer comentários maldosos, preconceituosos e ofensivos.

Se alguém que você conhece estiver sofrendo alguma agressão, encoraje-o a denunciar.